
Discriminamos os que estão à margem de nossa sociedade, sem levar em consideração as oportunidades que (não) lhes foram dadas. Assim, levantamos a questão: será que os direitos humanos (expostos na Declaração dos Direitos Humanos, assinada por diversos países, incluindo o Brasil) são respeitados?
Se avaliarmos bem o tema central do texto, o trabalho, veremos que a teoria não corresponde à prática.
Não é certo roubar. Fato. Mas de quantos foram roubados os sonhos, as oportunidades? Quantos são os brasileiros que, mesmo com disposição, dignidade e honestidade, praticam atos ilegais?
Sim, é muito cômodo e fácil - já que não toca nos valores e sistemas atuais- condenarmos os marginais. Mas quantos de nós sabemos até onde iríamos ao ver quem amamos chorar, sofrer ou até morrer de fome? O homem, embora racional, é um animal e, quando acaba a comida e "a cria" está ameaçada - inclusive pelas instituições que deveriam lhe dar assistência (lê-se "instituições governamentais") -, ele vai à caça.
Partindo do pressuposto de que "o trabalho dignifica o homem", devemos dar a oportunidade a quem não tem escolha e tem de "comprar a vida a vista", como já dizia João Cabral de Melo.
O direito ao trabalho deve ser respeitado - na teoria e, sobretudo, na prática - como um direito humano porque deve haver pelo menos condições de se buscar igualdade. Não falo aqui da igualdade política (já conquistada) e nem da econômica (utópica*), mas no sentido de se sentir igualmente digno, como qualquer outra pessoa, independente da posição social ocupada.
Por fim, acredito que viver deve ser algo maior do que simplesmente sobreviver (que mais deveria chamar-se "subviver"). Mas, enquanto isso, a vida continua sendo, ainda para muitos, apenas superada e suportada.
* levando em consideração o microcosmo de um determinado indivíduo, já que nosso país é imenso e extremamente diferente desde clima, vegetação até etnias, desenvolvimento.
Não é certo roubar. Fato. Mas de quantos foram roubados os sonhos, as oportunidades? Quantos são os brasileiros que, mesmo com disposição, dignidade e honestidade, praticam atos ilegais?
Sim, é muito cômodo e fácil - já que não toca nos valores e sistemas atuais- condenarmos os marginais. Mas quantos de nós sabemos até onde iríamos ao ver quem amamos chorar, sofrer ou até morrer de fome? O homem, embora racional, é um animal e, quando acaba a comida e "a cria" está ameaçada - inclusive pelas instituições que deveriam lhe dar assistência (lê-se "instituições governamentais") -, ele vai à caça.
Partindo do pressuposto de que "o trabalho dignifica o homem", devemos dar a oportunidade a quem não tem escolha e tem de "comprar a vida a vista", como já dizia João Cabral de Melo.
O direito ao trabalho deve ser respeitado - na teoria e, sobretudo, na prática - como um direito humano porque deve haver pelo menos condições de se buscar igualdade. Não falo aqui da igualdade política (já conquistada) e nem da econômica (utópica*), mas no sentido de se sentir igualmente digno, como qualquer outra pessoa, independente da posição social ocupada.
Por fim, acredito que viver deve ser algo maior do que simplesmente sobreviver (que mais deveria chamar-se "subviver"). Mas, enquanto isso, a vida continua sendo, ainda para muitos, apenas superada e suportada.
* levando em consideração o microcosmo de um determinado indivíduo, já que nosso país é imenso e extremamente diferente desde clima, vegetação até etnias, desenvolvimento.
1 comentários:
"Mas quantos de nós sabemos até onde iríamos ao ver quem amamos chorar, sofrer ou até morrer de fome? O homem, embora racional, é um animal e, quando acaba a comida e "a cria" está ameaçada - inclusive pelas instituições que deveriam lhe dar assistência (lê-se "instituições governamentais") -, ele vai à caça."
Esta parte e arrematadora, a que mais gostei.
Subviver,habituar-se a viver à margem de tudo sem ter como "pagar à vista" e não tendo ninguém pra financiar a busca pela sobrevivência pela dignidade, não receber a oportunidade que trará a possibilidade de ser e estar.É justo?
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