Querida, Thaís.


Hoje eu tava recapitulando alguns momentos da minha vida e me dei conta da sua presença na maior parte deles. Se não em presença física, em presença no pensamento.
Daí eu descobri que sem você minha vida teria tomado formatos diferentes.
Se ela fosse um livro, faltariam páginas se você fosse apagada.
E não faltariam pedaços só do livro, mas de mim também.
Grande parte do que sou hoje veio das nossas conversas, aventuras, tristezas e reflexões juntas.
Resolvi então agradecer por sua amizade. Sua força quando precisei de uma fonte de confiança e sua fragilidade nas vezes que me abraçou como se eu fosse sua mãe, fazendo eu me sentir importante e capaz de ser fonte de força pra alguem. Agradecer pelos seus cuidados e pelas vezes nas quais precisou dos meus.
Aprendemos juntas muitas coisas. Uma aprendendo com o erro da outra e, na maioria das vezes, as duas errando na mesma coisa porque a gente descobre que não tem jeito... tem coisa que a gente só aprende passando por ela.
Aprendemos juntas também o que é companheirismo e, por mais que a nossa amizade não tenha sido um mar de rosas em todos esses anos (15 anos não é nada mal, né?), ela foi perfeita. Porque não se aprende, não se amadurece sem problemas e conflitos. E é exatamente por termos essa afinidade em tantas coisas e diferenças em tantas outras, que sempre nos acrescentamos.
É assim que tem que - e vai - acontecer por muitos e muitos anos ainda.
E até quando nossos trabalhos, cidades, namorados (ou maridos), filhos e o diabo a quatro.. nos distanciarem; eu sei que tenho você sempre por perto, pro que der e vier.
espero que não sobre duvidas em relação à reciprocidade disso.

ah!
não sei viver sem você, tá?
saudades, minha amiga

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